Por que o dente do siso precisa ser extraído? Veja dicas para o pós-operatório

Eles parecem imperceptíveis por anos e anos, mas podem trazer problemas para o desenvolvimento dos seus dentes. Por outro lado, quando são removidos cirurgicamente, eles podem, em alguns casos, causar inchaço e deixá-lo com a bochecha gigantesca, comparável ao do personagem “Quico”, do seriado mexicano “Chaves”. Você imagina de quem estamos falando? São os dentes do siso.

O terceiro molar, conhecido popularmente como dente do siso, pode não existir em algumas pessoas, o que se chama de agenesia dentária, e é determinada porcausas genéticas. Porém, o mais comum é que algumas pessoas não apresentem o dente do siso em boca, mas isso não quer dizer que elas não o possuam.

“Este dente pode apenas não ter eruptado, tornando-se um dente retido dentro do osso, e pode ter várias causas e que devem ser investigadas pelo cirurgião-dentista, pois na maioria dos casos eles devem ser extraídos”, explica o especialista em Traumatologia Bucomaxilofacial, Dr. Angelo Luiz Freddo.

Em relação à extração do dente, o especialista completa que ela é necessária em todos aqueles casos em que o dente fica retido por algum motivo, mesmo sem sintomatologia, ou então quando ele erupta, mas provoca infecções e dores recorrentes no paciente, dificultando a higienização. Ainda há situações em que o ortodontista solicita a extração pela falta de espaço para movimentar os outros dentes.

Conheça algumas sequelas causadas pelos dentes do siso e veja algumas dicaspara amenizar o período pós-operatório na entrevista completa com o cirurgião.

O que os dentes do siso podem provocar?

Os sisos podem causar inúmeras sequelas, tanto a outros dentes, quanto ao organismo em geral. Dividimos as complicações dos dentes sisos em quatro categorias: Mecânicas, Inflamatórias/Infecciosas, Neurológicas, Císticas/Tumorais. Dentro dessas categorias observamos situações de reabsorção de dentes vizinhos ao siso, fratura mandibular, inibição da erupção de outros dentes, infecções graves, desenvolvimento de cistos e tumores e outras complicações associadas.

Como é a cirurgia para a extração? Ela pode ter complicações ou trata-se de um procedimento simples?

O procedimento cirúrgico  varia bastante de acordo com o paciente, a posição e a forma do terceiro molar. Pode ir desde um procedimento simples e rápido com anestesia local, até um procedimento mais invasivo que necessite ser realizado em ambiente hospitalar com anestesia geral. De qualquer forma, deve ser realizado por um cirurgião-dentista especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial.

Quanto tempo costuma levar a cicatrização e a total recuperação?

O tempo de recuperação também varia bastante de acordo com a saúde geral do paciente (diabéticos e fumantes, por exemplo, demoram muito mais para cicatrizar) e de acordo com a extensão do procedimento realizado. Em média, após 48 a 72 horas, o paciente está apto a voltar a suas atividades laborais normais, embora alguns pacientes necessitem mais tempo. Biologicamente as mucosas demoram aproximadamente três semanas para fazer a epitelização da área operada. Já o tecido ósseo, que cicatriza por segunda intenção, demora em torno de 6 a 8 meses para atingir uma maturação óssea no alvéolo. É importante lembrar que neste período o paciente não tem nenhum tipo de desconforto e pode realizar todas as suas atividades normalmente.

É verdade que o consumo de sorvetes no pós-operatório pode ajudar a reduzir o inchaço?

Sim, todos os alimentos gelados diminuem a circulação sanguínea no local operado e também o edema (inchaço).

Por outro lado, por que alimentos quentes são proibidos no pós-operatório?

Justamente porque, ao contrário dos alimentos frios e gelados, os alimentos quentes promovem uma vasodilatação e um aumento do exsudato no local dacirurgia, gerando dor, sangramento e inchaço.

O que pode ser feito para amenizar a dor?

Seguir todas as orientações pós-operatórias do cirurgião-dentista, como repouso, não ficar falando, não cuspir, alimentação líquida e fria, dormir com dois travesseiros, usar gelo, fazer a higienização da boca, não se expor ao sol, entre outras. O profissional orientará detalhadamente cada uma dessas situações, que, quando seguidas pelo paciente, promoverão uma cicatrização segura, rápida e sem dor. Além disso, os medicamentos analgésicos são prescritos no pós-operatório para ajudar no controle da dor nos primeiros dias e antissépticos são utilizados para fazer o controle químico da placa bacteriana que poderia gerar infecções.

Quanto à escovação dos dentes: quais cuidados tomar durante o período pós-operatório?

É uma recomendação importante, e muitas vezes os pacientes ficam com receio de fazer a higienização por causa dos pontos. Como regra geral, o paciente deve ficar sem escovar nas primeiras 24 horas após o procedimento e depois disso deve fazer a escovação no local da cirurgia para remoção do biofilme (placa). Claro que, no início, fazendo uma escovação mais cuidadosa com escova bem macia.

Dr. Angelo Luiz Freddo é especialista em Saúde Coletiva, mestre e doutor em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial. Atua também como Professor Adjunto da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Matéria retirada do site http://idmed.terra.com.br



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