Saiba como funciona o implante dentário e quais os seus benefícios

O sorriso  é o cartão de visitas de qualquer pessoa, certo? Por isso mesmo, ele precisa estar sempre bonito. Mas, para aquelas pessoas que, por algum motivo, não têm um ou mais dentes na boca, sorrir pode ser algo difícil e intimidador. Para elas, uma opção para voltar a sorrir sem vergonha é o implante dentário.

O implante dentário é um pino de titânio, muito parecido com um pequeno parafuso, que é ancorado no osso do paciente e que substitui a raiz de um dente perdido. Logo, esse pino vai funcionar como uma raiz artificial, a qual será responsável por suportar uma prótese dentária, que deve ser semelhante aos dentes naturais em estética e função.

Ele é recomendado para quase todos os casos de ausência de dentes, ou seja, pode ser para repor apenas um dente ou até mesmo todos os dentes. “Pessoas que fazem uso de próteses removíveis parciais (‘pontes’) ou totais(‘dentadura’) podem substituí-las por próteses fixas sobre implantes”, explica a cirurgiã-dentista Flávia Italiani.

O procedimento para a colocação de implantes é realizado no próprio consultório odontológico, sob anestesia local, através de uma pequena cirurgia, na qual é feito um pequeno orifício no osso da maxila ou da mandíbula do paciente, e o implante é então “parafusado”. O implante demora cerca de 2 a 6 meses para cicatrizar (processo chamado de osseointegração). Após esse tempo é iniciada a fase de moldagem para a confecção e a instalação da prótese dentária sobre o implante.

A cicatrização total da gengiva ocorrerá entre 14 e 21 dias após a cirurgia, quando então o paciente sentirá que sua boca está normal novamente.”As estatísticas confirmam um sucesso de aproximadamente 95%, porém, vale ressaltar que os implantes dentários precisam de cuidados tal como os dentes naturais e que se esses cuidados não forem tomados a taxa de sucesso pode ser menor”, explica a odontologista.

As contraindicações podem ser locais ou gerais. Exemplos de contraindicações locais são a quantidade insuficiente de osso ou ainda a falta de espaço para colocar o implante. No entanto, tais contraindicações podem ser revertidas com enxertos ósseos e comtratamento ortodôntico, respectivamente. As contraindicações gerais estão relacionadas à saúde  geral do paciente, tais como diabéticos e hipertensos descompensados, pacientes que têm osteoporose e fazem uso de alendronatos e bifosfonatos, e pacientes que já tiveram tumor na região da cabeça ou do pescoço e sofreram irradiação.

Não é possível sofrer rejeição do implante dentário, uma vez que o mesmo é fabricado em titânio, o qual é considerado um material biocompatível, ou seja, nosso organismo não reconhece o implante como um corpo estranho. Logo, não tentará expulsá-lo. No entanto, é possível que ocorra a perda do implante por fatores como o hábito de fumar, por contaminação da área cirúrgica, por traumas ou por doenças sistêmicas tais como a diabetes e a osteoporose.

Após a extração dentária, o osso que estava ao redor da raiz vai se perdendo gradativamente, em um processo chamado reabsorção óssea. Quando não existe osso suficiente para fixação do implante, é necessário repor o osso perdido, através de cirurgias de enxerto ósseo. O osso pode ser obtido do próprio paciente ou através de biomateriais.

O paciente deve se conscientizar de que deve ter uma perfeita higiene, assim como deve ter com os dentes naturais. Além disso, deve evitar alimentos muito duros, que podem danificar a prótese, e o controle periódico deve ser feito pelo dentista, ao menos uma vez a cada 6 meses.

Dra. Flávia de M. Italiani é cirurgiã-dentista (DDS) pela USP – Bauru. Doutora (Ph.D.) em Estomatologia e Biologia Oral pela USP – Bauru. Pós-graduada em Periodontia, Implantodontia e Cirurgia Avançada.

Matéria retirada do site idmed.terra.com.br/



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